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Boletim MATRAM
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Em visita a Maputo, Presidente do Brasil Dilma Rousseff reforça compromisso de cooperação na área da saúde
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Numa visita oficial de aproximadamente 24 horas a Maputo, que terminou nesta quarta-feira, 10 de Outubro, a Presidente da República Federativa do Brasil, Dilma Rousseff, manteve um encontro com o seu homólogo moçambicano, Armando Emílio Guebuza, para discutir, entre outros assuntos, os mais de 40 projetos bilaterais em curso nas áreas da saúde, educação, ciência, tecnologia, agricultura, formação profissional e energia. 
Os dois chefes de Estado expressaram profunda satisfação com o andamento dos preparativos para instalação da fábrica de antiretrovirais e outros medicamentos em Moçambique.Com apoio financeiro do Brasil, a fábrica deverá iniciar as operações em 2012, segundo comunicado divulgado pelo Governo brasileiro. “Trata-se de um projeto complexo, cujos desafios estão a ser superados graças à vontade política dos dois Chefes de Estado e à competência técnica das equipes de ambos países”, informa a nota.
Os presidentes reforçaram ainda a importância da capacitação de recursos humanos para o desenvolvimento de Moçambique e, a esse respeito, reafirmaram a disposição de trabalharem em conjunto para a rápida inauguração do Centro de Formação Profissional do SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) em Maputo.

Guebuza reiterou o apoio de Moçambique para que o Brasil seja membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.

Fábrica de antiretrovirais - Idealizada na primeira visita oficial do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Moçambique, em 2003, a fábrica de medicamentos contra a Sida teve o projeto de viabilidade elaborado pelo Governo brasileiro.

Para se familiarizarem com a tecnologia, profissionais moçambicanos já estão a treinar provisoriamente com uma máquina emblistadeira (que faz embalagens de medicamentos) enviada pelo Brasil.

A previsão é de que, em 2012, os antiretrovirais começarão a ser embalados localmente, com a matéria-prima sendo fornecido pelo Brasil, e, em 2013, a produção da Sociedade Moçambicana de Medicamento atinja 226 milhões de unidades farmacêuticas por ano, contemplando as substâncias lamivudina, zidovudina e nevirapina – todas em formulações adulta e pediátrica – para serem usadas no tratamento da Sida.

Estima-se que a fábrica, em pleno funcionamento, produza antiretrovirais para até 50 milhões de pessoas por ano.

Actualmente, pouco mais de 200 mil pessoas estão em tratamento antiretroviral em Moçambique, mas estima-se que quase 500 mil precisem, com urgência, desses vitais medicamentos.

Redação da Agência de Notícias de Resposta ao Sida
Ministerio da Saude (MISAU) avalia a situaçäo da saúde 
O Ministério da Saúde (MISAU) em coordenação com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e parceiros de cooperação vai levar a cabo um estudo designado revisão do sector de saúde, para avaliar a situação sanitária no país de modo a formar a base para a criação de novas políticas e planos do sector.misau_oms.jpgA revisão está baseada em duas abordagens, nomeadamente, a Avaliação dos Sistemas de Saúde (ASS) e a plataforma Nacional de Vigilância dos Sistemas de Saúde (PNvSS), mais conhecido por CheSS. Para o efeito, o MISAU acaba de aprovar dois exercícios que podem contribuir no processo de elaboração de novas estratégias e planos do sector de saúde, nomeadamente a Análise da Situação do Sector e a Avaliação do Sistema de Saúde.

O objectivo da revisão é de providenciar um diagnóstico geral do sector com enfoque no nível de implementação do actual Plano Estratégico, estratégias e programas nacionais chave do sector tais como os Objectivos do Desenvolvimento do Milénio (ODMs), os programas prioritários, bem como os componentes do Sistema de Saúde, entre outros,.

Do lado dos parceiros, fazem parte do processo o CIDA/Canadá, a Dinamarca, a União Europeia, a Aliança Global para Imunizações e Vacinação (GAVI), o Fundo Global, a Embaixada da Irlanda, a Cooperação Espanhola, a Cooperação Suíça, a Holanda, o Fundo da Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), o Governo dos Estado Unidos da América, o Banco Mundial e a OMS.

De forma específica, as acções chave a serem realizadas no estudo incluem avaliar a implementação e o conteúdo do actual PESS (2007-2012), a identificação dos sucessos, das deficiências assim como as respectivas razões, bem como avaliar a implementação de outros programas prioritários de saúde (HIV, malária, SMI, entre outras).

O MISAU vai avaliar, igualmente, as mudanças no estado de saúde em Moçambique, através da análise dos dados disponíveis nos últimos 5 a 10 anos, incluindo a análise dos factores determinantes de saúde.

As outras áreas a considerar são a governação, financiamento de saúde, prestação de serviços, gestão logística, recursos humanos para saúde (RHS) e sistemas de informação de saúde e os sistemas nacionais de monitoria e avaliação.
No âmbito deste o processo o Ministério da Saúde em coordenação com os parceiros de cooperação, organizou em Abril de 2011, em Maputo, o primeiro seminário para de forma crítica rever e analisar detalhadamente o progresso e o desempenho do sector durante os últimos 10 anos.

Fonte: noticias.co.mz
Cientistas comemoram aumento da expectativa de vida de portadores de HIV e Sida no mundo
cientst_15anos.jpgUma pesquisa da Universidade de Bristol, Inglaterra, apresentou resultados de que os novos medicamentos de combate ao vírus HIV aumentaram na última década a expectativa de vida dos portadores do vírus em mais 15 anos. 


O estudo coordenado pela Dra Margaret May pesquisou pacientes que iniciaram o tratamento antirretroviral por volta dos 20 anos de idade. Entre 1996-1999 a expectativa de vida era de 30 anos. Já os pacientes que tiveram acesso aos antiretrovirais entre os anos de 2006-2008 tem a expectativa de aproximadamente 46 anos. O cálculo é baseado na saúde e idade dos pacientes e quantos anos se espera que eles vivam.
O estudo ainda apontou que mulheres tem maior expectativa de vida. Enquanto homens teriam mais 40 anos, mulheres teriam mais 50. Somando-se a idade dos pacientes, a expectativa de vida de um portador do vírus HIV, hoje, estaria entre 10 a 15 anos a menos que a população não infectada. Um diagnóstico cedo é uma das formas de se aumentar a qualidade de vida de portadores do vírus. Para isso, os pesquisadores defende a testagem e o uso do preservativo como forma de diminuir a epidemia.

Uma pesquisa na Inglaterra apontou que dois terços dos pesquisados apoiam e defendem os testes rápidos caseiros para HIV. A polêmica é que o teste tem uma janela imunológica de dois meses para detectar os anticorpos do vírus e que, em casa, as pessoas fariam o teste e não usariam o preservativo, com uma falsa ilusão de que o parceiro não estaria infectado. Os testes são ilegais pra uso doméstico mas se tornaram populares nas redes de saúde. Em pouco mais de 15 minutos é possível, após a coleta de uma gota de sangue em uma fita eletronica, diagnosticar se a pessoa tem o HIV. Por outro lado, há uma rejeicção de ir até um posto de saúde fazer o teste e portadores do vírus afirmaram que teriam descoberto mais cedo se pudessem fazer o teste em casa.
O estudo coordenado pela Dra Margaret May pesquisou pacientes que iniciaram o tratamento antirretroviral por volta dos 20 anos de idade. Entre 1996-1999 a expectativa de vida era de 30 anos. Já os pacientes que tiveram acesso aos antiretrovirais entre os anos de 2006-2008 tem a expectativa de aproximadamente 46 anos. O cálculo é baseado na saúde e idade dos pacientes e quantos anos se espera que eles vivam.

Fonte www.revistaladoa.com.br

DESAFIO BEAT IT
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SIDA faz economia nacional ser 1%  menor a cada ano

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A economia moçambicana é cerca de 1 por cento menor a cada ano por conta do impacto da epidemia de HIV e Sida no país, afirmou recentemente, em Maputo, o secretário permanente do Ministério da Planificação e Desenvolvimento, Salim Cripton Valá.
Segundo Cripton Valá, a doença afecta mais a população economicamente activa, fazendo baixar a produção nacional; e o governo gasta muito com o tratamento de pessoas vivendo com HIV, assim como para acções de prevenção ao vírus.
O secretário permanente citou como exemplo que, no período de 2000 a 2010, cerca de 100 milhões de dólares norte-americanos foram gastos em perdas relaciodas a essa doença.


O secretário permanente citou como exemplo que, no período de 2000 a 2010, cerca de 100 milhões de dólares norte-americanos foram gastos em perdas relaciodas a essa doença.

No mesmo debate ocorrido sobre o assunto em Maputo, o economista e docente universitário Constantino Marrengula mostrou-se bastante preocupado com o facto da pandemia atingir mais pessoas com maior formação académica, de acordo com o Inquérito Nacional de Prevalência, Riscos Comportamentais e Informação sobre o HIV e SIDA em Moçambique, de 2009 (INSIDA). “No futuro teremos pessoas menos qualificadas a servirem o país, e logo, a qualidade de produção e a eficácia produtiva vão baixar”, disse.

Alerta feito em 2007
Há pouco mais de três anos os investigadores já previam um impacto devastador do HIV e Sida na economia moçambicana. No Relatório Nacional de Desenvolvimento Humano, em sua edição de 2007, o tema foi precisamente o HIV/Sida.

Os pesquisadores chegaram à conclusão de que mantendo-se o ritmo de propagação da doença, nos anos seguintes o crescimento económico per capita ia registar uma redução na ordem dos 0,3 a 1.0 por cento ao ano.

“Em consequência, a redução nas taxas da pobreza será mais lenta”, concluiu o estudo do Programa das Nações Unidas para o Desencolvimento, PNUD.
O mesmo estudo já detalhava que no sector da Educação, que é um dos que mais emprega no Estado, de 2000 a 2010, os custos com a doença iam incrementar em 6.9 por cento. “Esta percentagem corresponde às perdas estimadas ao sistema, devido ao impacto do HIV e Sida, em cerca de $110.00 milhões de dólares americanos”, apontou o estudo.
Fonte: Agência SIDA
Justiça portuguesa investiga associação de apoio a crianças órfãs de pais vítimas de Sida
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O Ministério Público abriu um inquérito na sequência de uma denúncia contra a Associação Sol por alegados maus-tratos a crianças, revelou esta segunda-feira Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa.
«O inquérito foi aberto logo que conhecidos os factos, passando a investigação a ser dirigida pelo Ministério Público da Unidade contra a Violência Doméstica (que também tem competência nos inquéritos por maus tratos contra crianças)», lê-se numa resposta escrita do DIAP enviada à agência Lusa.
«Dada a fase em que os autos se encontram, nada mais pode ser informado», acrescenta a nota.

Uma funcionária da Associação Sol apresentou na semana passada à PSP uma denúncia contra aquela instituição, tendo a participação sido remetida para o DIAP de Lisboa.
Segundo avançou o Expresso on-line na altura, em causa nesta participação estão tabefes, chapadas e maus-tratos generalizados a crianças seropositivas, com idades entre os seis meses e os 15 anos, que vivem na Casa Sol, em Lisboa.

O Expresso on-line referiu que a queixa foi apresentada por três funcionárias da instituição, as quais foram despedidas em resultado da participação, mas a presidente da Associação Sol, Teresa Almeida, negou quaisquer maus-tratos às crianças e precisou que as queixosas não foram despedidas, embora os seus contratos que terminem em Março não tenham sido renovados.

Entretanto, o presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco disse à Lusa que vai acompanhar a denúncia, mas sublinhou não poder interferir.

«A situação é, evidentemente, grave e portanto a Comissão vai estar atenta, não tem responsabilidade directa na intervenção», afirmou Armando Leandro.

O presidente da Comissão lembrou que a Associação Sol tem merecido «todo o respeito, consideração e confiança no seu trabalho».

A Sol foi fundada em 1992, propondo-se «responder à problemática das crianças órfãs da sida, apoiar mães seropositivas e superar a lacuna de família biológica destas crianças, construindo micro-famílias de avós», de acordo com o site da Associação.



Fonte: diario.iol.pt
Cuidados básicos para seropositivos poderá custar entre 25 e 30 USD
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Francisco Assanali, em representação da Vestergaard-Frandsen, uma multinacional especializada no desenvolvimento de produtos para controlo de doenças e intervenções em situações complexas, desenvolveu recentemente o pacote de cuidados básicos preventivos para Pessoas Vivendo com HIV-Sida (PVHS), o carepack. Esta empresa tem estabelecida uma parceria com o Gabinete da Esposa do Presidente da República, Maria da Luz Guebuza, e mais recentemente com o Instituto Criança Nosso Futuro.
Em que consiste o carepack?

O carepack é um pacote que integra vários produtos destinados a prevenir algumas das doenças mais comuns em pessoas vivendo com HIV-Sida, nomeadamente, a malária, as doenças diarreicas e o próprio HIV pelas reinfecções. Os componentes principais do carepack são redes mosquiteiras tratadas com insecticida, um filtro de água microbiológico familiar, preservativos e material de informação, educação e comunicação. Poderão ser adicionados profilaxias (Contrimoxazol, Isoniazida) e multivitaminas dependendo da política em vigor no país.

Qual é o período de duração e o custo do pacote Carepack?

As redes mosquiteiras e os filtros de água podem beneficiar uma família típica de cinco elementos por três anos. Os filtros de água têm uma capacidade de 18 mil litros e as redes mosquiteiras são tratadas com insecticidas e não é necessário retratá-las. Os preservativos garantem assistência por um ano.

O pacote varia entre 25 e 30 dólares americanos, dependendo dos seus componentes.
O Carepack é um pacote cujos beneficiários não são apenas pessoas infectadas, mas todos os elementos da família, dado que contêm produtos de prevenção.

De uma forma sucinta, quais são as vantagens da provisão de um pacote de cuidados básicos para Pessoas vivendo com HIV-Sida?

Estudos apontam para uma correlação entre as três doenças mencionadas. sabemos que a parasitemia de malária em Pessoas vivendo com HIV-Sida é duas vezes mais comum e que cada episódio poderá contribuir para o declíneo de 40 em contagem CD4. Por outro lado, as doenças diarreicas são até sete vezes mais comuns em adultos com HIV comparativamente ao resto da população.
Entre as principais vantagens destacamos a prevenção de doenças às quais estas pessoas são mais sensíveis, bem como o potencial de retardação do HIV em pessoas infectadas. Os estudos efectuados apontam que os benefícios de saúde (ganhos) traduzem-se em vantagens económicas, comparativamente ao impacto da morbilidade e mortalidade, e o custos de tratamento.
O que são contagens em CD4?

São cálculos que nos permitem medir a imunidade (capacidade de resistência às doenças) das pessoas. Quanto maior for a contagem em CD4, maior a sua capacidade de resistência. Esta contagem diminui e piora a condição de saúde das pessoas infectadas pelo HIV, dada a correlação que estabelece com a malária e doenças diarreicas.

Poderá descrever um pouco mais os estudos a que se refere?

Sim, por exemplo, foi feita uma campanha integrada de saúde no Quénia, onde numa população rural juntou-se à distribuição de carepacks com uma acção de aconselhamento e testagem. Os carepacks foram distribuídos de uma forma gratuita. Conseguiu-se testar acima de 80% da população nesta comunidade, que passou a saber o seu estado de seroprevalência, mas, por outro, passou a dispor de uma ferramenta de prevenção alargada à família. Analisando a posterior os custos e benefícios, concluiu-se que por cada participante o efeito preventivo adiciona cerca de 441 dias em anos de vida ajustados por incapacidade, uma medida que visa calcular o impacto de saúde retirando o efeito da morbilidade e mortalidade comuns associados as 3 doenças.

Em que programas se pode implementar este pacote de cuidados preventivos?

Poderá ser distribuído nos locais onde as pessoas já estão a receber cuidados de saúde, ou juntamente em acções de aconselhamento e testagem, em empresas ou na população em geral.

A Vestergaard-Frandsen tem capacidade para cobrir as necessidades do país, tendo em conta o elevado índice de seroprevalênvia e das doenças oportunistas (malária e diarreias)?

Somos uma multinacional que está a operar há cinco anos e temos capacidade, em termos logísticos, para cobrir Moçambique à escala nacional, isto é, toda a população.

Quando é que inicia a vossa actividade em Moçambique?

Depende da celeridade das políticas de saúde. No momento estamos a desenvolver contactos com as autoridades de saúde e pensamos que a curto e médio prazos deveremos começar as nossas actividades. Estamos também a introduzir acções pontuais com as empresas.



Fonte: O País
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